ERICH FROMM (1900-1980)

A aspiração ao poder não é o produto da força, mas o filho abastardado da fraqueza. Erich Fromm é autor da Escola de Frankfurt e Psicanalista. Estudou em Heidelberg, sendo obrigado a emigrar para os Estados Unidos em 1934, por ter origens arianas. Foi professor em Nova York desde 1962, tendo sido um dos principais representantes do freudo-marxismo, influenciado por Adler. Defendeu um humanismo comunitário socialista e uma sociedade sã, distanciando-se e criticando Herbert Marcuse. Defendeu a planificação humanista contra a burocracia alienante, insurgiu-se contra a sociedade tecnotrónica, essa sociedade completamente mecanizada, submetida à maximização da produção e ao consumo e que é dirigida por computadores e propôs a instauração de pequenas comunidades que pratiquem o face to face.

O pensador germânico nascido na cidade alemã de Frankfurt, estudou profundamente o papel dos conflitos sociais na formação psíquica individual. Estudou Direito e Sociologia em Frankfurt e Heidelberg e pós-graduou-se em Munique (1922) e depois para Berlim, onde estudou no Instituto de Psicanálise. Nomeado membro da Sociedade Berlinense de Psicanálise, iniciou sua prática clínica. Com a ascensão do nazismo na Alemanha, e com a fama de psicanalista consolidada, mudou-se (1933) para os Estados Unidos, onde se tornou docente de diversas universidades americanas. Foi nomeado professor de psicanálise no México (1951) e diretor do departamento de psiquiatria da Universidade de Nova York (1962).

Passou os últimos anos de vida na Suíça e morreu na cidade de Muralto. Divergente da psicanálise individualista de Sigmund Freud dedicou-se ao estudo da influência da sociedade como elemento formador da personalidade, tornando-se um dos mais populares pensadores da cultura de seu tempo. Sua primeira obra importante foi Escape from Freedom (1941), um estudo sobre as relações entre estrutura e indivíduo na sociedade ocidental e sobre a insegurança psicológica que leva à aceitação dos regimes totalitários. Outros destaques foram The Sane Society (1955), The Art of Loving (1956) e The Crisis of Psychoanalysis (1970).

Para Erich Fromm os seres humanos têm a tendência natural a pressupor que amar é uma coisa fácil, pelo que buscamos ser amados antes que amar. Segundo Fromm, a capacidade de amar só se adquire plenamente na madurez pessoal: O amor infantil diz: Te amo porque te necessito (o qual é um afeto egoísta); mas o amor maduro expressa: Te necessito porque te amo. Existem vários tipos de amor que convém classificar na seguinte sequência:

-Amor filial: É o vínculo que unifica o núcleo familiar mediante as relações frutíferas entre pais e filhos.

-Amor materno: É a aceitação incondicional onde a mãe ama o seu filho sem depender de nenhum mérito nem qualidade que influa na sua determinação em acolher e cuidar de seus filhos.

-Amor paterno: Baseia-se na condição dentro da qual o filho cumpra, ou obedeça às normas de comportamento estabelecidas pela autoridade do pai, que o protege e o motiva a pôr em prática a sua capacidade de lealdade, respeito e responsabilidade necessários na vida adulta.

-Amor a si mesmo: consiste numa adequada valoração da nossa auto-estima sem a qual é impossível estabelecer qualquer tipo de apreço pelas pessoas que nos rodeiam.

-O Amor romântico: É a atração física e mental que produz uma compatibilidade de sentimentos entre duas pessoas do sexo oposto, o que gera uma relação de reciprocidade entre o casal que os liga num compromisso que mais tarde deriva num lar compartilhado.

-O amor neurótico: Existe, não obstante algumas falsas concepções do amor que deveríamos identificar para evitar manter relações humanas que afetem a nossa saúde integral, pelo que Fromm recomenda de evitar obsessionar-se com uma pessoa em particular -amor idolátrico- que reduz o nosso suposto amor a uma simples dependência psicológica que gera uma profunda pena, frustração e desilusão.

Por último Erich Fromm recorda que amar é a ação de dar a vida sem reservas enquanto que o egoísmo mata a vontade da pessoa que deseja receber o que não é capaz de gerar em qualquer pessoa (Aqui aplica-se perfeitamente a lei da reciprocidade onde mais bem-aventurada coisa é dar que receber).

A arte de amar é o empreendimento mais importante a que podemos aspirar nesta vida. Como uma planta, o semeamos através da confiança e empatia, o regamos com carinho e perseverança e o cultivamos com o conhecimento mais íntimo das pessoas que amamos.

Bibliografia
Fromm, Erick. "A Arte de Amar"

 

 

Clique nos livrinhos para visitar Citações

 

 
 
Web Site desenvolvido e gerenciado por: