FOBIA
ESPECÍFICA
Caracteriza-se por um medo irracional e excessivo que provoca
a evitação consciente de um objeto, ou de uma determinada
situação, tal como, medo de voar, de altura, de
animais, de tomar uma injeção, ou ver sangue. As
manobras para evitar a situação temida, o medo antecipatório
da situação, ou a ansiedade extrema causada pela
exposiçao interferem na rotina normal do indivíduo,
no seu trabalho, ou em seus relacionamentos sociais, causando
importantes limitações na vida da pessoa que
sente um medo acentuado e persistente, irracional, ou excessivo,
de um objeto, ou situação fóbica. A exposição
ao estímulo fóbico (objeto, ou situação)
provoca uma resposta imediata de ansiedade que é caracterizada
por sudorese, batimentos rápidos do coração,
tremor das mãos, falta de ar e sensação de
"frio" na barriga. O diagnóstico é clínico,
ou seja, baseado nos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial,
ou de imagem é utilizado para o diagnóstico. O tratamento
deve ser individualizado, dependendo das características
e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Utiliza-se
no tratamento a psicoterapia, dentre elas, a psicoterapia cognitivo-comportamental
e a psicoterapia de orientação analítica.
FOBIA
SOCIAL
É um medo excessivo de humilhação, ou embaraço
em vários contextos sociais, como falar, comer, escrever,
praticar atividades físicas e esportivas em público,
assim como urinar em banheiro público, ou falar, ou aproximar-se
de um parceiro em um encontro romântico. O resultado disso
é uma importante limitação na vida da pessoa
pela evitação dessas situações, ou
atividades sociais temidas. Também podem ocorrer prejuízos
na vida profissional e afetiva do indivíduo que sente
medo acentuado e persistente de uma, ou mais situações
sociais, ou de desempenho quando é exposta a pessoas estranhas.
Pode haver temor por acabar agindo de forma humilhante e embaraçosa
para si próprio. A
exposição à situação social
temida causa ansiedade, caracterizada por sudorese, batimentos
rápidos do coração, tremor das mãos,
falta de ar, sensação de "frio" na barriga.
O indivíduo reconhece que o medo é irracional, ou
excessivo, as situações sociais e de desempenho
temidas são evitadas, ou suportadas com intensa ansiedade
e sofrimento. O
diagnóstico é clínico, ou seja, baseado no
relato dos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial, ou
de imagem é utilizado para o diagnóstico. O
tratamento deve ser individualizado, dependendo das características
e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. O tratamento
atual baseia-se no emprego de medicações antidepressivas
combinadas com psicoterapia, de orientação analítica
ou cognitivo-comportamental.
TRANSTORNO
DE ANSIEDADE GENERALIZADA
O transtorno de ansiedade generalizada é uma preocupação
exagerada que pode abranger diversos eventos, ou atividades da
vida da pessoa. Pode vir acompanhado por uma variedade de sintomas
como irritabilidade, tensões musculares, perturbações
no sono, entre outros. Costuma causar um comprometimento significativo
no funcionamento social, ou ocupacional da pessoa, podendo gerar
um acentuado sofrimento que pode
sentir tremores, inquietação, dor de cabeça,
falta de ar, suor em excesso, palpitações, problemas
gastro-intestinais, irritabilidade e facilidade em alterar-se.
Esses sintomas podem ocorrer na maioria dos dias por pelo menos
seis meses. É muito difícil controlar a preocupação,
o que pode gerar um esgotamento na saúde física
e mental do indivíduo. Como
os sintomas podem ser os mais diversos e vários aspectos
podem estar comprometidos, o trabalho inicial do médico
está em excluir outras doenças que possam ter sintomas
semelhantes ao transtorno de ansiedade generalizada. Para tanto,
alguns exames clínicos podem ser necessários, sendo
que mais importante do que isso é o relato detalhado de
informações do paciente. O
especialista utiliza técnicas psicoterápicas de
apoio. Muitas vezes faz-se necessário o uso de medicação
por um determinado período. A maioria das pessoas experimenta
uma acentuada redução da ansiedade quando lhes é
oferecida a oportunidade de discutir suas dificuldades com um
profissional experiente. Em
crianças pequenas podem ocorrer jogos repetitivos com expressão
de temas, ou aspectos do trauma, sonhos amedrontadores sem um
conteúdo identificável e encenação
específica do trauma.
TRANSTORNO
DO PÂNICO
O
Transtorno de Pânico se caracteriza pela ocorrência
espontânea de ataques de pânico. Os ataques de pânico
duram quase sempre menos de uma hora com intensa ansiedade ou
medo, junto com sintomas como palpitações, respiração
ofegante e até mesmo medo de morrer. A pessoa pode ter
múltiplos ataques durante um único dia até,
apenas, alguns ataques durante um ano. Estes ataques podem ocorrer
acompanhados por agorafobia, que é o medo de estar sozinho
em locais públicos, especialmente, locais de onde uma rápida
saída seria difícil em caso de ocorrer um ataque
de pânico.
O
primeiro ataque de pânico muitas vezes é completamente
espontâneo, embora os ataques de pânico, em geral,
ocorram após excitação, esforço
físico, atividade sexual ou trauma emocional. O ataque
freqüentemente começa com um período de 10
minutos de sintomas que aumentam rapidamente. Pode se sentir
extremo medo e uma sensação de morte e catástrofe
iminente. As pessoas, em geral, são incapazes de indicar
a fonte de seus medos. Pode haver dificuldade de concentração,
confusão, aceleração do coração,
palpitações, falta de ar, dificuldade para falar
e um enorme medo de morrer. O ataque dura de 20 a 30 minutos,
raramente mais de uma hora.
O
médico diagnostica o transtorno de pânico através
do relato contado pelo paciente, procurando diferenciar de outras
doenças físicas ou psicológicas. Muitas
vezes a pessoa procura ajuda quando nota que não está
mais conseguindo sair sozinha de casa por medo que ocorra um
ataque de pânico.
A
pessoa deve procurar um médico que provavelmente irá
associar um modelo de psicoterapia com uma medicação.
Os sintomas melhoram dramaticamente nas primeiras semanas de
tratamento. Atualmente os medicamentos mais empregados são
os antidepressivos.